Não há um “prazo de validade” determinado para cada tipo de embalagem, mas sim uma “data limite” para uso do produto esterilizado, a qual deverá ser definida por cada própria instituição (Brasil, 2012). Para estabelecer esta data, o serviço deverá basear-se em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados ao seu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado e também validar do seu processo por meio de análise laboratorial (SOBECC, 2017).

Um exemplo seria estabelecer uma “data limite de uso” de 6 meses para caixas em SMS e 1 ano papel grau cirúrgico e TyvecÒ. Contudo, vale ressaltar que a observação de eventos relacionados ao material e a inspeção da embalagem são fundamentais, pois um material poderá contaminar-se bem antes da “data limite” estabelecida.

O plano de avaliação de eventos deverá considerar aspectos como:

Houve algum evento que agrediu a embalagem? Caiu no chão?
Foi “apalpado”?
Foi aberto e fechado novamente?
Foi carregado debaixo dos braços?
O material teve sua embalagem “amassada” por meio da sobreposição de pesos ou guardado em gavetas apertadas?
Mais informações podem ser obtidas consultando-se as referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.htm 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 

Moriya GAA. Prazo de validade de esterilização de materiais utilizados na assistência à saúde: um estudo experimental [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2012. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23082012-154144/publico/Tese_Giovana_A_A_Moriya_Original.pdf

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Não. As linhas de irrigação e aspiração entram em contato com o campo cirúrgico estéril, bem como a luva estéril do cirurgião e a caneta de facoemulsificação estéril. Sendo assim, a cada cirurgia o conjunto de Linhas de irrigação e a caneta de facoemulsificação devem estar estéreis. Uma das premissas básicas da prevenção de infecção do sítio cirúrgico é que todo material utilizado em um procedimento cirúrgico deve ser estéril.

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As dimensões mínimas para construção de uma CME, estão descritas na RDC 307 de 2002 e RDC 15 de 2012. O CME deve ser dimensionado considerando-se (SOBECC, 2017):

- Tipo de CME (Classe I ou II);

- A demanda diária de produtos a serem processados;

- Número e especificidade dos leitos do hospital;

- Existência ou não de Centro Cirúrgico e/ou Centro Obstétrico;

- Quantidade de salas cirúrgicas e média de cirurgias diárias;

- Necessidade ou não de área para desinfecção química;

- Quantidade e dimensão dos equipamentos que serão utilizados;

- Adoção ou não de materiais de uso único;

- Inventário do arsenal;

- Volume de produtos a ser armazenado;

- Estratégia para distribuição dos produtos processados;

- Necessidade ou não de área física para recebimento, conferência e devolução de materiais consignados.

Sugere-se que ao planejar o CME seja avaliada a demanda atual de processamento de mais uma projeção para dez anos de funcionamento.

Ressalte-se que a RDC 15/2012 está em vigência, contudo foram feitas as consultas públicas 585 e 586 em 2018 e há perspectivas que seja publicada uma nova normatização para CME.

            Recomendamos as leituras:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n. 307, de 14 de novembro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, DF; 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/rdc0307_14_11_2002.html

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

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Não é recomendado. O ideal é que antissepsia periorbital seja realizada com solução aquosa de povidine a 10%, uma vez que a clorexidina apresenta risco de toxicidade para o epitélio corneano e o conjuntival. A clorexidina alcoólica a 2% é indicada apenas para pacientes alérgicos à iodo. Para a antissepsia periocular (córnea e conjuntiva) recomenda-se o uso de colírio de iodopovidona a 5%, com o período de contato de três minutos (Brasil, 2017). 

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Endoftalmites e de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos/Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2017. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/3507912/Caderno++9+-+Medidas+de+Preven%C3%A7%C3%A3o+de+Endoftalmites+e+de+S%C3%ADndrome+T%C3%B3xica+do+Segmento+Anterior+Relacionadas+a+Procedimentos+Oftalmol%C3%B3gicos+Invasivos/29330c97-0334-4816-be48-c964998baa8d

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Sim e, de fato, deve ser lavada em ultrassônica por se tratar de um acessório (instrumental) que possui lumens estreitos, principalmente o canal de irrigação, o qual não é possível limpar toda sua extensão com uma escova. Ressalte-se que os instrumentos oftalmológicos devem ser lavados separadamente dos outros instrumentos das demais especialidades (SOBECC, 2017).

Para maiores informações sobre o processamento de materiais oftalmológicos, consulte o Capítulo “Instrumental para cirurgia oftalmológico”, das Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde (SOBECC, 2017). 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

 

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Não há um “prazo de validade” determinado para cada tipo de embalagem, mas sim uma “data limite” para uso do produto esterilizado, a qual deverá ser definida por cada própria instituição (Brasil, 2012). Para estabelecer esta data, o serviço deverá basear-se em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados ao seu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado e também validar do seu processo por meio de análise laboratorial (SOBECC, 2017).

Um exemplo seria estabelecer uma “data limite de uso” de 6 meses para caixas em SMS e 1 ano papel grau cirúrgico e TyvecÒ. Contudo, vale ressaltar que a observação de eventos relacionados ao material e a inspeção da embalagem são fundamentais, pois um material poderá contaminar-se bem antes da “data limite” estabelecida.

O plano de avaliação de eventos deverá considerar aspectos como:

Houve algum evento que agrediu a embalagem? Caiu no chão?
Foi “apalpado”?
Foi aberto e fechado novamente?
Foi carregado debaixo dos braços?
O material teve sua embalagem “amassada” por meio da sobreposição de pesos ou guardado em gavetas apertadas?
Mais informações podem ser obtidas consultando-se as referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.htm 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 

Moriya GAA. Prazo de validade de esterilização de materiais utilizados na assistência à saúde: um estudo experimental [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2012. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23082012-154144/publico/Tese_Giovana_A_A_Moriya_Original.pdf

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Não. As linhas de irrigação e aspiração entram em contato com o campo cirúrgico estéril, bem como a luva estéril do cirurgião e a caneta de facoemulsificação estéril. Sendo assim, a cada cirurgia o conjunto de Linhas de irrigação e a caneta de facoemulsificação devem estar estéreis. Uma das premissas básicas da prevenção de infecção do sítio cirúrgico é que todo material utilizado em um procedimento cirúrgico deve ser estéril.

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As dimensões mínimas para construção de uma CME, estão descritas na RDC 307 de 2002 e RDC 15 de 2012. O CME deve ser dimensionado considerando-se (SOBECC, 2017):

- Tipo de CME (Classe I ou II);

- A demanda diária de produtos a serem processados;

- Número e especificidade dos leitos do hospital;

- Existência ou não de Centro Cirúrgico e/ou Centro Obstétrico;

- Quantidade de salas cirúrgicas e média de cirurgias diárias;

- Necessidade ou não de área para desinfecção química;

- Quantidade e dimensão dos equipamentos que serão utilizados;

- Adoção ou não de materiais de uso único;

- Inventário do arsenal;

- Volume de produtos a ser armazenado;

- Estratégia para distribuição dos produtos processados;

- Necessidade ou não de área física para recebimento, conferência e devolução de materiais consignados.

Sugere-se que ao planejar o CME seja avaliada a demanda atual de processamento de mais uma projeção para dez anos de funcionamento.

Ressalte-se que a RDC 15/2012 está em vigência, contudo foram feitas as consultas públicas 585 e 586 em 2018 e há perspectivas que seja publicada uma nova normatização para CME.

            Recomendamos as leituras:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n. 307, de 14 de novembro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, DF; 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/rdc0307_14_11_2002.html

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

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Não é recomendado. O ideal é que antissepsia periorbital seja realizada com solução aquosa de povidine a 10%, uma vez que a clorexidina apresenta risco de toxicidade para o epitélio corneano e o conjuntival. A clorexidina alcoólica a 2% é indicada apenas para pacientes alérgicos à iodo. Para a antissepsia periocular (córnea e conjuntiva) recomenda-se o uso de colírio de iodopovidona a 5%, com o período de contato de três minutos (Brasil, 2017). 

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Endoftalmites e de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos/Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2017. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/3507912/Caderno++9+-+Medidas+de+Preven%C3%A7%C3%A3o+de+Endoftalmites+e+de+S%C3%ADndrome+T%C3%B3xica+do+Segmento+Anterior+Relacionadas+a+Procedimentos+Oftalmol%C3%B3gicos+Invasivos/29330c97-0334-4816-be48-c964998baa8d

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Sim e, de fato, deve ser lavada em ultrassônica por se tratar de um acessório (instrumental) que possui lumens estreitos, principalmente o canal de irrigação, o qual não é possível limpar toda sua extensão com uma escova. Ressalte-se que os instrumentos oftalmológicos devem ser lavados separadamente dos outros instrumentos das demais especialidades (SOBECC, 2017).

Para maiores informações sobre o processamento de materiais oftalmológicos, consulte o Capítulo “Instrumental para cirurgia oftalmológico”, das Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde (SOBECC, 2017). 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

 

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O sistema de container para acondicionar materiais críticos  sempre possuem orifícios, protegidos por filtros específicos que podem ser descartáveis ou permanentes, para entrada e saída do ar e do agente esterilizante. Como há esses filtros para realizar a função de barreira a embalagem deve ser esterilizada com a tampa fechada.

Este sistema foi desenvolvido para esterilização em autoclaves à vapor, óxido de etileno, formaldeído e plasma de Peróxido de Hidrogênio e não é recomendado o uso de outro tipo de embalagem dentro ou fora do contêiner rígido.

Para mais informações sobre este tipo de embalagem, consulte:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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O uso de estufa para esterilização de materiais odontológicos ou quaisquer produtos para saúde não é permitido (Brasil, 2012). As razões para a proibição se devem ao fato desse equipamento ser passível de apresentar pontos frios, resfriamento da temperatura por abertura da estufa durante o ciclo e ausência de controle da manutenção do tempo de exposição ao calor seco (SOBECC, 2017).

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

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O paciente em isolamento, ao ser recepcionado no Centro Cirúrgico (CC), deve ser encaminhado diretamente para sala cirúrgica, não podendo permanecer em área de espera ou de pré-operatório.

Portanto, recomenda-se que o paciente seja encaminhado ao CC somente quando a sala em que será operado estiver pronta. Sua recuperação anestésica deve ser feita na própria sala cirúrgica, uma vez que ele não pode permanecer na Unidade de Recuperação Anestésica junto com os demais. Ressalte-se que caso o paciente encontre-se em isolamento por precauções de contato, deverá ser realizada limpeza terminal após o mesmo deixar a sala (CDC, 2003). 

Centers for Disease Control and Prevention. Guidelines for environmental infection control in health-care facilities: recommendations of CDC and the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee (HICPAC). MMWR 2003; 52 (No. RR-10): 1–48. Disponível em: https://www.cdc.gov/infectioncontrol/pdf/guidelines/environmental-guidelines-P.pdf

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Segundo o Art.71 da RDC 15, de 2012, os produtos para saúde e instrumentais cirúrgicos consignados devem ser submetidos à limpeza no serviço de saúde antes de sua devolução à empresa.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

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As fitas de marcação do instrumental cirúrgico devem ser utilizadas com cautela, pois podem favorecer o acúmulo de sujidades, albergar microrganismos e impedir a penetração do agente esterilizante. Além disso, podem causar eventos adversos relacionados ao risco de descolamento e fragmentação durante a cirurgia permanecendo no paciente, pois tem baixa durabilidade/rápido desgaste. Sempre que possível, deve-se utilizar um método de codificação mais seguro que agilize a separação dos instrumentais e preparo das caixas. Caso seja utilizada a fita deve-se verificar periodicamente suas condições e providenciar a troca sempre que necessário.

Leitura complementar:

Mozer CAN, Moriya GAA. Análise do uso de fitas de marcação de instrumentais cirúrgicos: revisão integrativa. Rev. SOBECC, 2016; 21(2):103-111. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/121/100 

Bruna CQM, Almeida AGCS, Graziano KU. Avaliação da contaminação microbiana em fitas e resinas identificadoras de instrumental cirúrgico. Rev. SOBECC, 2019;24(1): 12-16. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/449

 

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O SMS pode ser descartado no material reciclado porque é um polipropileno, desde que não tenha sido utilizada como proteção de mesa ou entrado em contado com material contaminado.

Há diversos trabalhos e iniciativas de reutilização dessa embalagem como matéria prima para a produção de bolsas, bonecas, enfeites e outros. Maiores informações consulte: http://www.eagoraccecme.com/

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O Centro Cirúrgico deve possuir sistema de ventilação para promover o conforto térmico à equipe e ao paciente e que diminua a contaminação ambiental (SOBECC, 2017). Para isso, é necessário manter o controle das condições termohigrométricas a fim de promover um ambiente confortável aos pacientes e profissionais de saúde bem como manter condições favoráveis a tratamentos específicos, inibir proliferação de microrganismos favorecida por ambientes úmidos e propiciar especificidades de temperatura para o funcionamento de equipamentos especiais (ABNT, 2005). Recomenda-se que cada sala cirúrgica tenha controle individual da temperatura (SOBECC, 2017). 

O sistema deve minimizar a turbulência do ar ambiente, possuir filtros de ar específicos de alta eficiência (high efficiency particulate air filters ou filtros HEPA), além de contar com uma rotina de limpeza e manutenção. Para garantir a adequada renovação de ar no interior de ambientes climatizados, são necessários, no mínimo, 27m3/hora/pessoa, exceto em ambientes com alta rotatividade de pessoal. Nesses casos, a taxa de renovação do ar mínima deve ser de 17m3/hora/pessoa (SOBECC, 2017). Entretanto, durante a pandemia pelo novo coronavírus, para a realização de procedimentos geradores de aerossóis em pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19, recomenda-se o uso de sala com pressão negativa. Na indisponibilidade desta, recomenda-se desligar o sistema de ar condicionado da sala cirúrgica durante a execução desses procedimentos, para possibilitar a manutenção de uma pressão neutra. Essa recomendação deve ser adotada também após a cirurgia ou procedimento, durante a limpeza terminal (Brasil, 2020; SOBECC, 2020).

Referências:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Nota técnica GVIMS/GGTES/ANVISA No 06/2020 Orientações para prevenção e controle do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em procedimentos cirúrgicos. Brasília, 2020. [acesso em 29 jul 2020]. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/Nota+t%C3%A9cnica+06-2020+GVIMS-GGTES-ANVISA/40edaf7d-8f4f-48c9-b876-bee0090d97ae.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. p 215-16. 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Centro de Material e Esterilização e Recuperação Anestésica (SOBECC). Recomendações relacionadas ao fluxo de atendimento para pacientes com suspeita ou infecção confirmada pelo covid-19 em procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos. 3 ed. 2020. Disponível em: http://sobecc.org.br/arquivos/RECOMENDACOES_SOBECC_COVID_3o_EDICAO_NOVO_LOGO.pdf

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 7256: tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde EAS - Requisitos para projeto e execução das instalações. Rio de Janeiro: ABNT; 2005.

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A qualidade de água necessária à operação dos equipamentos de limpeza e esterilização é descrita pelos fabricantes dos equipamentos (Laranjeira et al., 2016), que, normalmente, indicam os critérios estabelecidos na norma brasileira ABNT NBR ISO 17665-2 (ABNT, 2013). Adicionalmente, outros critérios podem ser indicados, portanto, é importante consultar os manuais de cada produto e equipamento.

No caso da limpeza, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) n.15 (Brasil, 2012), estabelece critérios para a qualidade da água de enxágue, que deve atender aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica, nesse caso, a Portaria 2914 de 2011 (AAMI, 2014). Os produtos para saúde críticos que foram utilizados em cirurgias de implantes ortopédicos, oftalmológicos, cirurgias cardíacas e neurológicas devem ter seu último enxágue com água purificada (Brasil, 2012). Os critérios de pureza para a água de enxágue final são definidos pela Association for the Advancement of Medical Instrumentation (AAMI), por meio do documento Technical Information Report (TIR) n. 34 de 2014 (AAMI, 2014). A edição anterior de mesmo documento, publicada em 2007, estabelece parâmetros que podem auxiliar na interpretação do monitoramento da qualidade de água (Souza et al., 2015), de acordo com a RDC ANVISA n. 15: dureza da água, ph, íons cloreto, cobre, ferro, manganês e a carga microbiana; além de endotoxinas (Brasil, 2012).

Referências:

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR ISO 17665-2, Esterilização de produtos para saúde - Vapor – Parte 2: Guia de aplicação da ABNT NBR ISO 17665-1. Rio de Janeiro: ABNT; 2013.

Association for the Advancement of Medical Instrumentation (AAMI). Water for the reprocessing of medical devices. Arlington: AAMI; 2014. (AAMI Technical information report 34. TIR34:2014. 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html 

Brasil. Portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Brasília, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2914_12_12_2011.html

Laranjeira P, Bronzatti J, Souza R, Graziano K. Fundamentos para uso seguro das lavadoras termodesinfetadoras com ênfase na liberação para uso após intervenção técnica. Revista SOBECC [Internet]. 2016 Dez 2; [Citado em 2020 Jul 3]; 21(3): 178-184. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/129

Souza RQ, Gonçalves CR, Ikeda TI, Cruz AS, Graziano KU. O impacto do último enxágue na citotoxicidade de produtos críticos passíveis de processamento. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2015 Dec [cited 2020 July 03]; 49(spe):87-92. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342015000700087&lng=en.

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Deve-se seguir o que está preconizado na RDC nº15/2012, sobre boas práticas para processamento de produtos para a saúde (Brasil, 2012):

“Art. 12 Produtos para saúde classificados como semicríticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível, após a limpeza.

“Parágrafo único: produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com produtos saneantes em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente.”

“Art. 65 Os produtos para saúde passíveis de processamento, independente da sua classificação de risco, inclusive os consignados ou de propriedade do cirurgião, devem ser submetidos ao processo de limpeza, dentro do próprio CME do serviço de saúde ou na empresa processadora, antes de sua desinfecção ou esterilização.”

“Parágrafo único: A limpeza de produtos para saúde não críticos pode ser realizada em outras unidades do serviço de saúde desde que de acordo com Procedimento Operacional Padronizado (POP) definido pelo CME.”

“Art. 66 Na limpeza manual, a fricção deve ser realizada com acessórios não abrasivos e que não liberem partículas.”

              Quando utilizados para pacientes com suspeita ou infecção confirmada pela COVID-19, a limpeza e desinfecção deve ser feita preferencialmente por métodos automatizados (SOBECC, 2020). 

Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n. 307, de 14 de novembro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, DF; 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/rdc0307_14_11_2002.html 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Recomendações relacionadas ao fluxo de atendimento para pacientes com suspeita ou infecção confirmada pelo covid-19 em procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos. São Paulo: SOBECC [Internet]; 2020 [acesso em 29 jul 2020]. Disponível em: http://sobecc.org.br/arquivos/RECOMENDACOES_SOBECC_COVID_3o_EDICAO_NOVO_LOGO.pdf

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O processo de validação de limpeza engloba vários pontos: equipamentos, insumos e processos.

Para verificação da eficácia da limpeza temos disponível no mercado vários testes (Teste de proteína, testes que simulam o sangue e testes que simulam instrumentais de conformação complexa), o ideal seria testar para verificar qual atenderá sua necessidade.

Tem uma norma americana que auxilia muito na validação da limpeza ISO/TS 15883.

Validação de processos é indispensável para manter a qualidade no serviço da CME.

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A validação dos equipamentos utilizados em CME deve ser feita em parceria com o fornecedor do equipamento (qualificação da instalação e operação), com a empresa validadora (qualificação do desempenho) e com a equipe da engenharia clínica e do CME. Os protocolos de validação devem conter todos os procedimentos que devem ser executados e os resultados esperados.

Leitura complementar:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde. 7ed. Barueri, SP: Manole 2017. p. 50-4, 66, 99, 110, 120.

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Após o processo de desinfecção de alto nível o equipamento deverá ser seco. Para auxílio recomenda-se utilização de rinsagem com álcool 70% nos canais e posterior uso de ar comprimido medicinal, gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo (SOBEEG, 2007).

Os equipamentos endoscópios deverão ser armazenados em local limpo, seco, sem exposição à luz solar direta e à manipulação mínima. Devem ser mantidos em posição vertical de maneira que não suas duas extremidades fiquem alinhadas (Brasil, 2013).

 Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 6, de 10 de março de 2013. [cited 2020 Mar 17]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0006_10_03_2013.html

Sociedade Brasileira de Enfermagem em Endoscopia Gastrintestinal (SOBEEG). Manual de limpeza e desinfecção de aparelhos endoscópicos. Brasília, 2007. http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/sobeeg_manual.pdf

 

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Logo após o processo de limpeza, deve-se realizar criteriosa inspeção visual para checar se há danos aparentes e/ou presença de resíduo de matéria orgânica. Associado a este processo, pode-se utizar o recurso do boroscópio, que é uma fibra fina com uma câmera acoplada em sua extremidade distal capaz reproduzir a imagem interna ampliada do endoscópio quando introduzida nos canais.  Para complementar esse processo, pode-se implementar testes de detecção química de resíduo orgânico, como o teste de detecção de adenosina trifosfato (ATP). Além disso, os testes de ATP podem ser utilizados como apoiadores no processo de monitorização da limpeza dos endoscópios (SOBECC, 2017).

Testes após o processo de desinfecção de alto nível podem ser adotados, como testes colorimétricos para canal de biópsia, swab do canal para detecção de proteína e hemoglobina. Algumas diretrizes internacionais como a American Society Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) e o Food and Drug Administration (FDA)/Centers for Disease Control and Prevention (CDC) recomendam a realização de cultura para equipamentos de duodenoscopia de maneira sistematizada após o processo de desinfecção (RTG Force, 2017; FDA, 2018).

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

RGT Force. Multisociety guideline on reprocessing flexible GI endoscopes: 2016 update. Gastrointestinal Endoscopy. 2017;85(2):282-294. DOI: 10.1016/j.gie.2016.10.002 Disponível em: https://www.sgna.org/Portals/0/MS_guideline_reprocessing_GI_endoscopes.pdf 

US Food and Drug Administration (FDA). Interim protocol for healthcare facilities regarding surveillance for bacterial contamination of duodenoscopes after reprocessing. 2018. Disponível em: https://www.fda.gov/media/111081/download

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A limpeza do instrumental e aparelhos odontológicos segue os mesmos requisitos de processamento de produtos para a saúde, deverá ser manual ou automatizada. Para que a limpeza manual seja eficaz, recomenda-se utilizar escovas de cerdas macias, escovas especificas para limpeza de lumens e as escovas de aço para as brocas. Geralmente utilizam lavadora ultrassônica para a limpeza automatizada, a qual contribui para remover a sujidade das áreas de difícil acesso e reduzir os riscos ocupacionais. Inclusive, materiais com diferentes tipos de ligas metálicas não devem ser lavados juntos/misturados. O detergente enzimático é o mais utilizado. O enxágue deve ser abundante, a secagem deve ser feita o mais rápido possível e a inspeção, com lentes intensificadoras, precisa ser rigorosa.

Leitura complementar:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde. 7ed. Barueri, SP: Manole 2017. p. 39-60.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos / Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006. p,75-7.

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Tanto os pacotes prontos quanto os pacotes confeccionados manualmente podem ser utilizados. Os pacotes prontos para uso são confeccionados de forma padronizada segundo a Norma ANSI/AAMI e ISO, assim oferecem maior segurança, já que são testados pelo fabricante.

A confecção manual do pacote desafio implica em seguir um padrão de tamanho e campos, associada à a variável de pessoas montando o pacote, o que pode comprometer seu padrão, caso não tenha sido montado com rigor. Contudo, a montagem correta do pacote desafio permite a adequada realização do teste.

International Organization for Standardization  (ISO). ISO 11140-4:2014 – Sterilization of health care products – Chemical indicators – Part 4: Class 2 indicators as an alternative to the Bowie and Dick-type test for detection of steam penetration, 2014.

Association for the Advancement of medical instrumentation (AAMI). American National Standard Institute Inc. (ANSI). ANSI/AAMI ST79:2010 & A1:2010 - Comprehensive guide to steam sterilization and sterility assurance in health care facilities - 10.7.6.2 Composition of the Bowie-Dick test pack.

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Sim. O processo de desinfecção é precedido pela limpeza dos tubos endoscópios. Cada tubo deverá ser limpo com os acessórios e escovas adequadas para lúmen e tipo de equipamento endoscópio utilizando detergente enzimático (SOBEEG, 2007). Após esta etapa, o processo de desinfecção de alto nível deverá ser feito com um saneante respeitando a legislação vigente e as orientações do fabricante (Brasil, 2013).  A monitorização do saneante deverá ocorrer no mínimo uma vez ao dia antes do início das atividades, sendo validada a efetividade do produto, a concentração do pH e outros indicadores recomendados fabricante (Brasil, 2013). O que se faz necessário é a garantia do processo de limpeza e desinfecção efetivos pois o objetivo final é a realização da desinfecção alto nível independente do tubo endoscópico. 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 6, de 10 de março de 2013. [cited 2020 Mar 17]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0006_10_03_2013.html 

Sociedade Brasileira de Enfermagem em Endoscopia Gastrintestinal (SOBEEG). Manual de limpeza e desinfecção de aparelhos endoscópicos. Brasília, 2007. http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/sobeeg_manual.pdf

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Segundo a Lei n.7.489/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercícios profissional da enfermagem: cabe privativamente ao enfermeiro o planejamento, organização, execução e avaliação dos serviços de assistência de enfermagem (Brasil, 1986).  Já segundo a Resolução COFEN 564/17 – Código de ética dos Profissionais de Enfermagem, nos Art. 36 e 37, respectivamente, temos que é dever do profissional “Registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar” e “Documentar formalmente as etapas do Processo de Enfermagem, em consonância com sua competência legal (COFEN, 2017).

O uso de instrumento privativo pode dar maior precisão e exatidão aos registros, concisão, eficácia, atualização sem omissões ou atrasos, organização do registro, garantindo confidencialidade do tratamento ao paciente, além da possibilidade de uso dos registros para pesquisas de enfermagem, e crescimento da profissão.

Por se tratar da documentação do Processo de Enfermagem, recomenda-se que os impressos sejam exclusivos para uso por parte da equipe de enfermagem, garantindo todas as situações destacadas anteriormente sejam registradas.  

A Resolução nº 514 de 2016 do COFEN, em seu Guia de Recomendações, destacada a necessidade de registros de enfermagem do  período pré-operatório, pós-operatório imediato e mediato além do registro do período transoperatório detalhando todos os procedimentos realizados na sala cirúrgica (COFEN, 2016).

Referências: 

Brasil. Lei Nº.498/86, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Brasília, 1986. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7498.htm

Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução nº 514, de 05 de maio de 2016. Aprova o Guia de Recomendações para os registros de enfermagem no prontuário do paciente, com a finalidade de nortear os profissionais de Enfermagem. Brasília: Cofen, 2016. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05142016_41295.html

 Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução nº 564, de 6 de novembro de 2017. Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília: Cofen, 2017. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017_59145.html

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As práticas de reuso dos produtos listados a seguir não são recomendadas, uma vez que:

- Fio guia para cateter nasoenteral e lâminas de tricotomizador: são produtos para saúde para os quais é recomendado o uso único pelo fabricante (Brasil, 2006a);

- Compressas cirúrgicas: enquadram-se na lista de produtos médicos como de uso único proibido de serem reprocessados (Brasil;, 2006b);

- Caneta para demarcação de sítio cirúrgico: não é possível implementar o processo de limpeza, o qual é pré-requisito fundamental para qualquer processo de esterilização (SOBECC, 2017). 

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). ABNT NBR 15659: Esterilização de produtos para saúde - Esterilizadores de vapor a baixa temperatura e formaldeído - Requisitos e métodos de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT; 2009. 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 156, de 11 de agosto de 2006. Dispõe sobre o registro, rotulagem e reprocessamento de produtos médicos, e dá outras providências. Brasília, 2006a. Disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/legislacao/item/resolucao-rdc-n-156-de-11-de-agosto-de-2006 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 2605, de 11 de agosto de 2006. Estabelece a lista de produtos médicos enquadrados como de uso único proibidos de ser reprocessados. Brasília, 2006b. Disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/legislacao/item/resolucao-re-n-2605-de-11-de-agosto-de-2006

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Não é permitido. De acordo com o Art. 67, inciso IV, da Lei 6360/76, a esterilização não pode ser utilizada como processo que venha alterar o prazo de validade de um artigo esterilizado e não utilizado no prazo definido pelo fabricante (Brasil, 1976).

Brasil. Ministério da Saúde. Lei n. 6360 de 23 de setembro de 1976. Dispõe sobre a Vigilância Sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências. Brasília, 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6360.htm

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"As roupas privativas devem ser de uso único ou lavadas em uma lavanderia hospitalar (SOBECC, 2017)." Para controle de contaminação do ambiente, todos os profissionais que adentrarem as áreas semi restritivas ou restritivas, devem cobrir a cabeça, cabelos, orelhas e pelos faciais. No caso do uso de toucas e gorros reutilizáveis, como os de tecidos, estes devem ser lavados em lavanderias hospitalares (SOBECC, 2017). Portanto, entende-se que pode, desde seja lavada após cada uso. Contudo, somente seria possível controlar a frequência de lavagem se as toucas de tecido fizessem parte do enxoval do hospital e fossem submetidas ao processo de lavagem em lavanderia hospitalar a cada uso.

As boas práticas por profissionais responsáveis pelo processamento de produtos para a saúde, incluindo o uso de touca, estão dispostas em normativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), na Resolução da Diretoria Colegiada nº15, entretanto não há especificação sobre proibição de toucas de tecido (Brasil, 2012). 

Durante a pandemia, recomenda-se que não devem ser utilizadas toucas de tecido para o atendimento de pacientes com suspeita ou infecção confirmada pela COVID-19 (SOBECC, 2020). 

Referências:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. p. 257.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Recomendações relacionadas ao fluxo de atendimento para pacientes com suspeita ou infecção confirmada pelo covid-19 em procedimentos cirúrgicos ou endoscópicos. São Paulo: SOBECC [Internet]; 2020 [acesso em 29 jul 2020]. Disponível em: http://sobecc.org.br/arquivos/RECOMENDACOES_SOBECC_COVID_3o_EDICAO_NOVO_LOGO.pdf 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC nº 15, de 15 de Março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, 2012. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

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Todas as embalagens são de uso único porque elas perdem suas características iniciais após o processamento, não sendo possível garantir o seu "desempenho" ou características como inicialmente. Portanto, não devem ser reutilizadas.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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Sim, nas Práticas Recomendadas da SOBECC está descrito que a unidade de RA pertence à planta física da unidade cirúrgica, ou seja faz parte do Centro Cirúrgico (CC). Essa integração permite que os pacientes sejam acompanhados do ponto de vista clínico pelos anestesiologistas e pela equipe de enfermagem. A localização no CC também permite pronto atendimento às intercorrências cirúrgicas eventuais, permitindo agilidade e disponibilização de recursos tecnológicos e estruturais para a intervenção imediata. A RA geralmente tem a configuração de um salão com divisões de leitos ou boxes, separados entre si por biombos ou estruturas moveis. A ideia é que os pacientes sejam observados constantemente, sob responsabilidade da equipe de anestesiologia e da equipe de enfermagem (SOBECC, 2017).

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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Não há normativa que determine a obrigatoriedade do uso de tecidos cirúrgicos descartáveis, isso é uma escolha da instituição que, geralmente, é embasada em custos. Para se realizar o cálculo de custos deve-se considerar a troca correta do enxoval após 65 reprocessamentos (Rodrigues et al. 2006), o custo de lavanderia, custo da mão de obra, custo da energia, custo do tempo dispendido na confecção dos pacotes empacotamento e custo da esterilização (Jambersi, Gatto, 2016).

Sugere-se as seguintes leituras: 

Rodrigues  E,  Levin  AS,  Sinto  SI,  CF  Mendes,  Barbosa  B, Graziano  KU. Evaluation  of  the  use  and reuse  of  cotton fabrics  as  medical  and hospital  wraps.  Braz  J  Microbiol. 2006;37(2):113-16.

Jambersi F, Gatto L. Campos e aventais cirúrgicos: reprocessar é a melhor opção? Análise de custos em um hospital municipal. Rev Unigá Review. 26(1):5-12. Disponível em: http://34.233.57.254/index.php/uningareviews/article/view/1792

 

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O auxiliar de saúde bucal pode "executar limpeza, assepsia, desinfeção e esterilização do instrumental, equipamentos odontológicos e do ambiente de trabalho" , conforme a Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008 que regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal (TSB) e de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB).

Brasil. Lei Nº 11.889 de 24 de dezembro de 2008. Regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal – TSB e de Auxiliar em Saúde Bucal – ASB. Brasília, 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11889.htm

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Não há obrigatoriedade. A RDC 15 determina que, diariamente, devem ser executados dois testes (Brasil, 2012):

- Bowie Dick: antes da primeira utilização do dia a fim de avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar da autoclave (Brasil, 2012; SOBECC, 2017);

- Indicador Biológico: em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME, definido conforme os estudos térmicos durante a qualificação de desempenho, ou em ciclo com carga de implante (Brasil, 2012; SOBECC, 2017);

Como os dois testes devem ser realizados todos os dias, os dois indicadores podem ser mantidos na autoclave juntos.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. p.121-126.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

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Os profissionais de enfermagem que atuam como instrumentadores, por força da lei, estão subordinados ao Enfermeiro Responsável Técnico pela unidade. Caso o instrumentador não seja da área da enfermagem:

- Se contratado pelo hospital: subordina-se ao enfermeiro pelo Centro Cirúrgico;

- Se membro da equipe cirúrgica: subordina-se ao cirurgião que o contratou;

- Se vinculado à empresa: deverá ser cadastrado na instituição e o enfermeiro do Centro Cirúrgico deverá controlar seu acesso.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 

Souza RQ, Bronzatti JAG. Manual do instrumentador cirúrgico. LVC Share, 2018.

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O método de esterilização com o uso isolado de formaldeído não é permitido no Brasil (Brasil, 2008). O que está regulamentado é o uso de equipamentos para esterilização que utilizem paraformaldeído ou formaldeído, conhecido como método por “Vapor à Baixa Temperatura e Formaldeído” (VBTF). Esse método é norteado pela norma ABNT NBR 15659:2009 (ABNT, 2009) e permitido desde que o fabricante tenha o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para comercializar o equipamento (Brasil, 2008). É um método de esterilização seguro, se as recomendações do fabricante forem seguidas e a efetividade da esterilização  verificada por meio dos testes de qualificação da instalação, operação e desempenho (SOBECC, 2017).

A compatibilidade dos produtos para saúde com a esterilizado por VBTF deve ser informada pelo produtor dos materiais, uma vez que algumas matérias primas podem absorver e adsorver o resíduos do agente esterilizante (SOBECC, 2017). 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). ABNT NBR 15659: Esterilização de produtos para saúde - Esterilizadores de vapor a baixa temperatura e formaldeído - Requisitos e métodos de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT; 2009. 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n. 91, de 28 de novembro de 2008. . Proíbe o uso isolado de produtos que contenham paraformaldeído ou formaldeído, para desinfecção e esterilização, regulamenta o uso de produtos que contenham tais substâncias em equipamentos de esterilização e dá outras providências.

Brasília, DF; 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2008/res0091_28_11_2008.html

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A limpeza consiste em uma etapa fundamental do processamento dos instrumentos cirúrgicos. A presença de sangue e de matéria orgânica está diretamente relacionada com a quantidade de carga microbiana que o material apresenta, contribuindo, inclusive para a formação de biofilme. A forte adesão dos biofilmes à superfície do material dificulta sua remoção, tornado o processo de limpeza mais difícil (SOBECC, 2017). Portanto, recomenda-se que:

- Instrumentadores cirúrgicos, durante o intraoperatório, realizem a limpeza instrumentais com compressa umedecida com água destilada esterilizada a fim de reduzir a sujidade e a carga microbiana presente no material (Souza, Bronzatti, 2018);

- Ao final do procedimento, o instrumentador deverá deixar os materiais livres de excesso de matéria orgânica (Souza, Bronzatti, 2018);

- De acordo com o informe técnico n. 01/2009, ao término do procedimento cirúrgico, o material deve ser imergido em solução umectante (água morna e detergente) (Brasil, 2009), a fim de evitar o ressecamento de matéria orgânica na superfície do material, pois isso tornará o processe de limpeza mais complexo no CME;

- O material seja encaminhado para processamento o mais brevemente possível (SOBECC, 2017).

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Informe Técnico nº 01/09. Princípios básicos para limpeza de instrumental cirúrgico em serviços de saúde unidade de investigação e prevenção das infecções e dos eventos adversos, UIPEA. Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde. Brasília (DF): MS; 2009 [acesso 2010 Mar 10]. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/Alertas/2009/informe_tecnico_1.pdf

 Souza RQ, Bronzatti JAG. Manual do instrumentador cirúrgico. LVC Share, 2018.

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De acordo com a Resolução COFEN 543/2017 é prevista a atuação de técnicos e/ou auxiliares no bloco operatório (COFEN< 2017). Contudo, considerando-se que para a assistência de enfermagem em terapia intensiva é exigido legalmente que o profissional seja de nível técnico, por semelhança de complexidade de assistência, é desejável que o profissional que atua em bloco operatório também seja. 

Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN Nº 543/2017, de 18 de abril de 2017. Atualiza e estabelece parâmetros para o Dimensionamento do Quadro de Profissionais de Enfermagem nos serviços/locais em que são realizadas atividades de enfermagem. Brasília (DF): COFEN; 2017. [cited 2020 Jul 30]. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-5432017_51440.html

 

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Não. "Os profissionais que adentram o Centro Cirúrgico (CC) devem utilizar sapatos que respeitem a legislação vigente no Brasil, que estejam limpos e destinado ao uso somente nesse ambiente (SOBECC, 2017)".

A priori o uso de propés era obrigatório devido à preocupação que se tinha relacionada à contaminação do ambiente e infecção de sítio cirúrgico, entretanto a eficácia do seu uso vem sendo estudada (Servilha, Paiva, Poveda, 2014). Dessa forma dois estudos (Santos, Lacerda, Graziano, 2003; Mangram et al., 1999) buscaram compreender evidências de eficácia do uso do propé como barreira para o controle e prevenção de sítio cirúrgico. Concluiu-se que o uso de propé não isola microrganismo e que a contagem de bacteriana no piso com e sem propé não foi significativa (Mangram et al., 1999) e ainda oferece risco de contaminação aos funcionários quando fazem as trocas desse, uma vez que podem acumular sangue e outros líquidos corpóreos nas mãos (Paz et al., 2000). Entretanto é obrigatório que se utilize calçado exclusivo e fechado, uma vez que os calçados provenientes da rua acumulam mais microrganismo e oferecem risco ao ambiente cirúrgico. O Guideline for Prevention of Surgical Site Infection (Mangram et al., 1999) não recomenda o uso do propé para diminuir o risco de contaminação e sim apenas para prevenção de que os sapatos dos profissionais sejam sujos por sangue ou outros fluidos corporais (Servilha, Paiva, Poveda, 2014; Mangram et al., 1999).

 

Referências:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. p 215-16. 

Mangram AJ, Horan TC, Pearson ML, Silver LC, Jarvis WR, Committee THICP, and the Hospital Infection Control Practices Advisory Committee. Guideline for prevention of surgical site infection, 1999. Infect Control Hosp Epidemiol. 1999;20(4):250-78. doi: http://dx.doi.org/10.1086/501620

 Paz MSO, Lacerda RA, Monteiro CEC, Conceição VP. Paramentação cirúrgica: avaliação de sua adequação para a prevenção de riscos biológicos em cirurgias. Parte I: a utilização durante as cirurgias. Rev. esc. enferm. USP. 2000; 34(1): 108-17. doi:  https://doi.org/10.1590/S0080-62342000000100014

 Santos AML, Lacerda RA, Graziano KU. Evidência de eficácia de cobertura de sapatos e sapatos privativos no controle e prevenção de infecção do sítio cirúrgico: revisão sistemática de literatura. Rev Latino-Am. Enfermagem. 2005; 13(1):86-92. doi:  https://doi.org/10.1590/S0104-11692005000100014

Sevilha HA, Paiva LSJ, Poveda VB. Análise das variáveis ambientais em salas cirúrgicas: fontes de contaminação. SOBECC. 2014;19(3): 123-8. doi: http://doi.editoracubo.com.br/10.4322/sobecc.2014.019

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Legalmente não é obrigatório, porém torna-se cada vez mais necessário ser especialista uma vez que diversos Estabelecimentos de Assistência à Saúde assim exigem. Além disso, é recomendável que o enfermeiro seja especialista para atuar em áreas complexas ou específicas. A SOBECC recomenda especialização (“lato sensu”) em bloco operatório para enfermeiros trabalharem nessa área (SOBECC, 2017).

 Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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Recomenda-se que a limpeza terminal dos corredores seja realizada em períodos em que não há realização de procedimentos ou, na impossibilidade, em momentos em que há menor fluxo cirúrgico. Durante o uso do maquinário no corredor, as salas devem permanecer com as portas fechadas e a limpeza deverá ocorrer em áreas o mais distante possível das salas em que estejam ocorrendo procedimentos.

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No Brasil, a esterilização manual por imersão em glutaraldeído ou qualquer método químico, de instrumentais cirúrgicos ou produtos para saúde, é proibida, conforme Art 2o da RDC 8, de 2009 (Brasil, 2009).

O glutaraldeído pode ser utilizado para processos de desinfecção de alto nível, contudo não é permitido seu uso para desinfetar materiais de assistência ventilatória pelo fato de ser irritante às vias aéreas (Brasil, 2012; SOBECC, 2017).

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.8 de 27 de fevereiro de 2009. Brasília, DF; 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/res0008_27_02_2009.html

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

 

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Os campos devem ser confeccionados em 100% algodão, de acordo sua finalidade (simples ou duplo), seguindo as seguintes normatizações vigentes:

- Campos simples: NBR 14027  NBR 13734  NBR 13917

- Campos duplos: NBR 14028  de 1997.

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Roupa hospitalar: confecção de campo duplo NBR NBR 14027 . Rio de Janeiro; 1997.

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Roupa hospitalar: confecção de campo duplo NBR NBR 14028 . Rio de Janeiro; 1997.

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Para que os endoscópios sejam seguramente processados, as etapas recomendadas são: pré-limpeza, transporte, teste de vedação, limpeza, enxágue, secagem, inspeção, ou teste de limpeza, desinfecção de alto nível ou esterilização, monitoração do processo (quando aplicável), enxágue, secagem, flush com álcool a 70%, secagem e armazenamento (SOBECC, 2017).

Para maiores informações sobre cada uma das etapas, sugere-se a leitura do capítulo “Endoscópios gastrintestinais flexíveis”, das Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde (SOBECC, 2017):

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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Atualmente, estão vigentes as seguintes normatizações:

- RDC nº 156, de 11 de agosto de 2006 - dispõe sobre o registro, rotulagem e reprocessamento de produtos médicos, e dá outras providências. Link para consulta: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/legislacao/item/resolucao-rdc-n-156-de-11-de-agosto-de-2006

-RESOLUÇÃO RE n° 2605, de 11 de agosto de 2006 - estabelece a lista de produtos médicos enquadrados como de uso único proibidos de ser reprocessados. Link para consulta: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/legislacao/item/resolucao-re-n-2605-de-11-de-agosto-de-2006

- RESOLUÇÃO - RE n° 2606, de 11 de agosto de 2006- dispõe sobre as diretrizes para elaboração, validação e implantação de protocolos de reprocessamento de produtos médicos. Link para consulta: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/legislacao/item/resolucao-re-n-2-606-de-11-de-agosto-de-2006

Contudo, há perspectivas de possíveis mudanças, uma vez que ocorreram as seguintes consultas públicas:

Consulta Pública n° 584, de 20 de dezembro de 2018 dispõe sobre o enquadramento de dispositivo médico como de uso único ou reutilizável. Link para consulta: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3032238/CONSULTA+P%C3%9ABLICA+N%C2%BA+584+GGTPS.pdf/e7b6f186-10a8-4b89-94b4-25e29b970fdd

Consulta Pública n° 585, de 20 de dezembro de 2018. Dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas para o Processamento de Produtos utilizados na assistência à saúde. Link para consulta: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3032238/CONSULTA+P%C3%9ABLICA+N%C2%BA+585+GGTES.pdf/6faf7c93-3cf1-4f7a-bf6a-f238ad30a0c0

Consulta Pública n° 586, de 20 de dezembro de 2018. Dispõe sobre as Diretrizes de garantia da Qualidade para Validação, Monitoramento e Controle de Rotina dos Processos de Esterilização e Processos automatizados de Limpeza e Desinfecção em serviços de saúde. Link para consulta: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3032238/CONSULTA+P%C3%9ABLICA+N%C2%BA+586+GGTES.pdf/33229571-0dc2-44d1-801d-ffb6be70f481

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Deve-se evitar que a corrente elétrica do eletrocautério interfira no marca-passo do paciente. Em algumas instituições, existe um profissional técnico que monitoriza a programação do marca-passo e, ao término do procedimento cirúrgico, o reprograma garantindo o retorno às condições iniciais de funcionamento. Outra possibilidade é ligar para a empresa responsável pelo marca-passo (contato disponível no cartão com as informações do marca-passo e que permanece com o paciente) e solicitar a presença de um técnico durante o procedimento anestésico-cirúrgico para que ele faça a reprogramação do aparelho.

Quando não for possível utilizar instrumentos bipolares, deve-se colocar a placa de neutra o mais próximo possível do sítio cirúrgico e manter um desfibrilador pronto para uso.

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A RDC n°15 recomenda que os materiais de assistência ventilatória e inaloterapia, após a limpeza, sejam submetido, ao menos, à desinfecção de nível intermediário. Esta mesma normativa recomenda que esses materiais sejam desinfetados por meio de termodesinfecção ou por submersão em saneantes em conformidade com a normatização sanitária e proíbe a desinfecção com produtos à base de aldeídos, como é o caso do glutaraldeído (Brasil, 2012).

O hipoclorito de sódio, por se tratar de um desinfetante à base de cloro (pertencente ao grupo dos halogênios) é permitido, contudo ressalte-se que requer enxágue abundante por ser potencialmente irritante às mucosas (SOBECC, 2017).

A esterilização de acessórios respiratórios em óxido de etileno (EtO) seguindo as recomendações do processamento (limpeza, secagem, inspeção, acondicionamento, rotulagem, esterilização e aeração) não é contra indicada (SOBECC, 2017). 

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

 Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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No Brasil, a instrumentação é considerada uma “atividade”, não sendo uma profissão regulamentada por lei (COREN, 2010). Por este motivo, não existe, até o momento, um Conselho de classe para regulamentar os direitos, deveres e proibições do instrumentador cirúrgico. Pelo fato do Decreto 94/1987 prever que a Enfermagem (auxiliar, técnico e enfermeiro) tem competência legal para exercer a instrumentação cirúrgica, na prática, algumas instituições exigem que o instrumentador tenha curso na área de Enfermagem e COREN ativo como requisito para assumir a vaga oferecida.

A SOBECC apresenta as atribuições do instrumentador cirúrgico no capítulo “Recursos humanos no Centro Cirúrgico”, nas Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde (SOBECC, 2017).

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 

Conselho Federal de Enfermagem. Decreto n.94/1987. Dispõe sobre o exercício da enfermagem e dá outras providências. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/decreto-n-9440687_4173.html

 Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Parecer COREN-SP n.31/2010. Instrumentação cirúrgica. Disponível em: http://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2010_31.pdf

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A limpeza preparatória deve ser realizada cerca de uma hora antes do início do primeiro procedimento cirúrgico do dia. Sua finalidade é remover partículas depositadas nas superfícies horizontais dos mobiliários e equipamentos (SOBECC, 2017).

A limpeza concorrente deve ser feita após o término de uma cirurgia e antes de se iniciar o procedimento seguinte, tendo como objetivo remover sujidade e matéria orgânica da sala cirúrgica, mobiliários e equipamentos, propiciando o reestabelecimento de um ambiente limpo e seguro para assistência à saúde (SOBECC, 2017).

A limpeza terminal da sala cirúrgica deve ser feita diariamente após o último procedimento, ou semanalmente, caso haja baixo movimento cirúrgico (SOBECC, 2017). Também é indicada após o atendimento de pacientes em precaução por contato, ou casos suspeitos ou confirmados de pacientes com Creutzfeltd-Jacob ou SARS-CoV (CDC, 2003).

Ressalte-se que durante os procedimentos de limpeza devem ser seguidos os princípios: iniciar sempre da parte superior para a inferior, do mais limpo para o mais contaminado e obedecer à um único sentido/direção durante o processo (AHA, 2012). 

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

 Association for the Healthcare Environment of the American Hospital Association (AHA, 2012). Practice Guidance for Healthcare Environmental Cleaning. 2nd ed. Chicago, IL: American Hospital Association; 2012.

Centers for Disease Control and Prevention. Guidelines for environmental infection control in health-care facilities: recommendations of CDC and the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee (HICPAC). MMWR 2003; 52 (No. RR-10): 1–48. Disponível em: https://www.cdc.gov/infectioncontrol/pdf/guidelines/environmental-guidelines-P.pdf

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Quais são os indicadores de qualidade e de produção adotados em CME?

Quais são os indicadores de qualidade e de produção adotados em CME?

Quais são os indicadores de qualidade e de produção adotados em CME?

 

Leituras recomendadas:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Fusco SFB , Spiri WC. Análise dos indicadores de qualidade de centros de material e esterilização de hospitais públicos acreditados. Texto contexto Enferm. 2014;23(2):426-33. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0104-07072014001570013

Graziano KU, Lacerda RA, Turrini RNT, Bruna CQM, Silva CPRS, Schimitt C, et al. Indicadores de avaliação do processamento de artigos odonto-médico-hospitalares: elaboração e validação. Rev Esc Enferm USP. 2009;43(Esp2) :1174-80. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43nspe2/a05v43s2.pdf

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A embalagem de SMS (Spunbond/Meltblown/Spunbond) é um tipo de Tecido Não Tecido (TNT) próprio para esterilização. É constituído por três camadas, sendo que as mais externas (primeira e terceira) conferem proteção mecânica ao conteúdo interno e a segunda é a principal responsável pela filtragem microbiana. As especificações devem atender às descritas na norma NBR14990 Parte 6 (Nãotecidos). O TNT deverá e apresentar barreira microbiana mínima de 85%, além de resistência à tração, alongamento, rasgo, e permeabilidade ao ar conforme especificado na norma.

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Sistemas e materiais para esterilização de produtos para saúde. Parte 6: Nãotecidos: NBR 14990-6. Rio de Janeiro; 2009

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O tipo de calçado para uso no Centro Cirúrgico deve atender às recomendações da NR32 (Brasil, 2005), a qual indica que o mesmo não poderá ser aberto. O importante é que os pés estejam protegidos, portanto calçados fechados (inclusive nas laterais e na região do calcâneo), impermeáveis e resistentes à punctura são os mais recomendados.

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 485, de 11 de novembro de 2005. Aprova a norma regulamentadora nº 32 (Segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de saúde) [Internet]. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília(DF); 2005. Disponível em:http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/legislacao/NR-32.pdf

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Os detergentes colaboram na remoção de sujidade orgânicas e inorgânicas de produtos para saúde. Além disso, existem várias formulações no mercado que diferem em relação ao seu pH e a presença ou não de enzimas.

Assim, detergente enzimático, segundo a RDC 55 de 14 de novembro de 2012, é o “produto cuja formulação contém, além de um tensoativo, pelo menos uma enzima hidrolítica da subclasse das proteases EC 3.4, podendo ser acrescida de outra enzima da subclasse das amilases EC 3.2 e demais componentes complementares da formulação, inclusive de enzimas de outras subclasses, tendo como finalidade remover a sujidade clínica e evitar a formação de compostos insolúveis na superfície desses dispositivos” (ANVISA, 2012). Já a definição neutro ou alcalino se refere ao pH da substância, dessa forma,  detergentes alcalinos são aqueles com pH entre 7 e 14 e neutros com pH igual a 7 (Oliveira, Mati, 2017).

A escolha e adequada utilização desses produtos depende do objetivo pretendido, tipo de material e dos processos (automatizados ou manuais). No quadro abaixo extraído do estudo de Oliveira e Mati (2017), observam-se as indicações e limitações de cada tipo de detergente:

 

 Qual a indicação de uso para os detergentes neutro, enzimático e alcalino?

Para maiores informações, recomendam-se as leituras:

Oliveira AC, Mati ML. Indicações e limitações dos diferentes detergentes utilizados no processamento de produtos para a saúde. Rev. SOBECC, São Paulo. ABRI./JUN. 2017; 22(2): 106-114.
 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Informe técnico 01/09-Princípios básicos para limpeza de instrumental cirúrgico em serviços de saúde. Brasília, 2009. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/Alertas/2009/informe_tecnico_1.pdf

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Pfiedler Enterprise. The Role of Detergents and Disinfectants in Instrument Cleaning and Reprocessing. 2014. Disponível em: http://www.aesculapseguridaddelpaciente.org.mx/docs/seguridad-del-paciente/EsterilizacionSegura/4/The-Role-of-Detergents-and-Disinfectants-in-Instrument-Cleaning-and-Reprocessing-AST.pdf

 

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As recomendações de climatização de CME Classe II são baseadas na RDC 15 de 2002, sendo:

- Área de recepção e limpeza: temperatura entre 18 e 22oC, com vazão mínima de ar total de 18 m3/h/m2,  diferencial de pressão negativo entre os ambientes adjacentes, com pressão diferencial mínima de 2,5 Pa e exaustão forçada do ar para o exterior da construção;

- Sala/Área de preparo e esterilização: temperatura entre 20 e 24oC, com vazão mínima de ar total de 18 m3/h/m2 e diferencial de pressão positivo entre os ambientes adjacentes, com pressão diferencial mínima de 2,5 Pa.

- Sala de desinfecção química: não há indicação de temperatura; vazão mínima de ar total de 18 m3/h/m2, com exaustão forçada de todo o ar para o exterior da construção sendo que  o ar de reposição pode ser proveniente dos ambientes vizinhos, exceto da área suja.;

- Sala de armazenamento e distribuição: não há recomendação na normativa vigente.

            Para maiores informações, consulte as referências:

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Brasília, DF; 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

 

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No caso do material ainda apresentar as características de integridade da embalagem preservadas não há necessidade de o material ser encaminhado para novo processamento e pode sim ser encaminhado para o arsenal.ccContudo, destaca-se que o item deve passar por uma criteriosa avaliação quanto à  integridade da embalagem.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para Saúde. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

 

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